Proposição aprovada nesta quinta-feira pede ao Congresso que amplie as negociações da revisão do projeto de lei aprovado na Câmara. Ministra Izabella Teixeira lembrou que no Senado será um novo debate.26/05/2011
Paulenir Constâncio
O Conselho Nacional do Meio Ambiente decidiu, nesta quinta-feira (26/5), pedir ao Senado que seja rigoroso na revisão do projeto de lei que reforma do Código Florestal, aprovado na última terça-feira pela Câmara. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou uma posição firme dos membros do Conama no encerramento da 102ª Reunião Ordinária, em Brasília, pedindo que eles ampliem as negociações para toda a sociedade.
Os membros do Conselho aprovaram proposição em que solicitam, ainda, que a Casa considere nas discussões os compromissos assumidos pelo Brasil nos fóruns internacionais ambientais. O Conama se propõe, inclusive, a contribuir com o debate público amplo sobre o tema.
"No Senado é um novo debate", lembrou a ministra. Segundo ela, há um apelo da sociedade para que os 40 anos de avanços na política ambiental brasileira não resultem em retrocesso. Ela lembrou que o Brasil "é o país mais importante do mundo em termos de meio ambiente".
Para a ministra, o país vai continuar crescendo, mas não precisa abrir mão da responsabilidade ambiental. Ela classificou de "falso" o argumento de que o cuidado com o meio ambiente atrapalharia o desenvolvimento. "É necessário sairmos do desmatamento ilegal para o manejo sustentado, que gera emprego e renda", salientou.
Izabella, que também é presidente do Conama, alertou os membros para que exerçam sua capacidade de negociação "além dos muros da área ambiental". Ela avaliou que o Conselho sairá fortalecido dependendo da atuação de seus membros. "O Conselho está numa nova fase", lembrou.
Para ela, a política ambiental avançou e já dialoga em pé de igualdade com as demais políticas públicas. Os próximos passos, segundo avalia, convergem para a construção de uma política inovadora de meio ambiente e desenvolvimento com sustentabilidade.
O maior problema é que no Brasil, o meio ambiente ou as questões ambientais não são tratadas como deveriam ser, que visassem a manutenção efetiva de um ambiente sadio, de todos, como reza o Art. 225 da Constituição, mas sua importância primeira é o conforto e o bem-estar do homem inserido nesse ambiente.
ResponderExcluirAs questões ambientais são postas em segundo plano, além de ser visto (o meio ambiente) pelos empresários do setor agropecuário como "matéria perniciosa", que deveria ser extinta dos grupos de discussão, e pela maioria dos políticos como "assunto do momento", que é legal de se falar mas empenhar-se em mantê-lo...são outros quinhentos (anos), afinal de contas, meio ambiente (assim como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura das cidades, saneamento básico, probidade administrativa, dignidade e caráter político, compromisso social, etc, etc, etc), é como "filho dos outros": é muito bonitinho, mas é dos outros - alguns, nem tão bonitinhos assim.