Sem controle ou coleta suficiente, o lixo jogado na Baía de Guanabara já afeta um dos principais meios de transporte entre Rio e Niterói. A sujeira às margens da Praça XV, no Centro, mostrada na foto feita pela leitora Aline Targino nesta segunda-feira (30), é recorrente e, segundo a Barcas S.A, está causando danos cada vez maiores às suas embarcações.
"Passo por ali todos os dias e sujeira de hoje impressionou não só a mim, mas a todos. É lixo demais na Baía de Guanabara!", afirma a internauta.
De janeiro a abril deste ano, três embarcações da Barcas S.A foram para o estaleiro por conta de problemas causados pelo lixo, de acordo com a concessionária. O entupimento de dutos de refrigeração dos motores por detritos e peças danificadas são os prejuízos mais comuns. Com menos barcas em circulação, os passageiros têm que amargar um tempo maior de espera nas estações.
Apesar de prejudicada, a empresa diz que não tem autorização oficial para fazer a limpeza das margens próximas aos cais. A Barcas S.A disse que remove detritos apenas quando a situação é crítica, impedindo a circulação das embarcações. Até geladeiras e fogões já foram retirados da água, segundo a empresa.
O Inea afirma que faz a coleta do lixo na Baía periodicamente, mas reconhece que a limpeza nas margens é inviável, dada a enorme quantidade de material que é lançado nas águas.
Para tentar reduzir a poluição, o órgão instalou ecobarreiras nos rios que deságuam na Baía, que são apontados como os maiores 'fornecedores' do lixo que chega ao mar. Para além das barreiras, o Inea disse acreditar que o meio mais efetivo para acabar com o lixo na Baía é a educação da população para o descarte adequado, principalmente nos municípios da Baixada Fluminense.
A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) informou que o Programa de Saneamento da Baía de Guanabara, principal promessa do governo para a despoluição até as Olimpíadas de 2016, ainda está em fase de planejamento. O texto deverá ser submetido ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, se aprovado, receberá verba estimada em US$ 450 milhões.

parece que não será mais as barcas sa que controlara o trafego ali, uma outra empresa assumiu
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