segunda-feira, 11 de julho de 2011

O FIM DO MUNDO

           Algumas coisas temos que entender a respeito das drásticas mudanças climáticas pelas quais estamos passando.

          Bem, de início é importante salientar que A TERRA NÃO VAI ACABAR. Pode até ser que a raça humana acabe, mas a Terra vai permanecer onde está, como desde a sua formação. Então, essa conversa dos sensacionalistas nos veículos de imprensa para conseguir a atenção de uma população ávida por esperança, é balela. Exagero. Desinformação. A questão é que os aproveitadores não estão preocupados com a preservação do planeta, mas com sua própria permanência no mundo, afinal de contas, o homem moderno jamais testemunhou qualquer transformação climática do nosso querido e pequenino planeta.

          E por falar em mudança, a Terra, tão “ameaçada pela terrível poluição, alardeada pelos maiores especialistas ambientais”, não está passando por transformações exclusivamente por causa do ser humano. Na verdade, nem é muito por causa do homem, não. O planeta passou, ao longo de seus modestos 4,5 bilhões de anos (uma criancinha, se comparado aos cerca de 14 bilhões de anos de formação do Universo), por pelo menos umas 5 grandes mudanças atmosféricas/climáticas. A Antártida já foi uma bela floresta, assim como o deserto do Saara, antes deste ter sido encoberto pelo mar; o mundo passou por várias eras glaciais, e por aí vai. O efeito estufa, por exemplo, é um acontecimento natural e, ainda bem que ele ocorre, pois é responsável por manter a temperatura retendo a radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre. Sem ele, não estaríamos aqui. Logo, se não fosse pelo famigerado Efeito Estufa ou de Estufa, tudo aqui seria frio, muito frio.

          Não temos como condenar à morte um único criminoso, mas existem os co-responsáveis pelo dano constante à nossa Terrinha. Um deles, ou “uns” deles, são os vulcões. Uma expressiva atividade vulcânica poderia reter o excesso de radiação, transformando a superfície terrestre num inferno imprecedente. Temos também o aquecimento e resfriamento das águas do oceano Pacífico, comumente conhecidos como El Niño e La Niña (“o menino” e “a menina”, em espanhol), o que afeta todo o clima no planeta. Outro vilão é (são) o(s) movimento(s) da Terra, que acarretaria(m) em grandes transformações no clima do planeta - alguns dizem, por exemplo, que o evento da “precessão” poderia iniciar o “fim do mundo”, a partir de 2012. Existe mais uma gama de fatores que SEMPRE contribuíram para a variação climática aqui, em nossa casa planetária. O próprio sol tem sua taxa de colaboração.

          É claro que o homem, a partir da Revolução Industrial em meados do século XVIII (dezoito), começou a emitir gases nocivos à nossa atmosfera, ajudando a interferir no delicado equilíbrio de recuperação das camadas gasosas atmosféricas, além das queimadas predatórias das florestas, contaminação do solo, uso indevido dos recursos hídricos, impermeabilização do solo das grandes metrópoles, e mais uma dúzia de besteiras. Mas não é “o” responsável pelo o que está acontecendo com o clima do planeta, mas sim, “um dos responsáveis.

          Estamos sim acelerando e muito esse processo “natural” de transformação climática. O que levaria milênio(s) talvez leve apenas uns séculos, ou menos. Quem sabe, décadas. Devemos reduzir o nível de poluição, repensar nossas práticas de consumo, produzir menos lixo, dentre outras coisas. Mas nada disso vai acabar com a Terra. Pode até acabar com a humanidade, mas o Planeta vai continuar a existir depois que nos formos, após conseguirmos, enfim, nos destruir.

Mas a Terra vai continuar aqui. Não se preocupe.

Um comentário:

  1. Concordo com você, nós somos uns dos principais responsáveis, pois alguns de nós (muitos se não for pretensioso da minha parte, pensar assim)não temos atitudes que colaboram na preservação do nosso Planeta. Atitudes essas que vão deste um simples ato de jogar papel no chão até a atitudes mais catastróficas que destroem com o lugar onde vivemos. Por fim precisamos de fato mudar nossos hábitos/costumes para que esse lugar continue habitável para a geração futura.

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